Notícia · Congresso

Renovação da Câmara em 2026: 183 estreantes e 40 novos senadores

A legislatura que começa em 1º de fevereiro de 2027 terá 35,7% de deputados de primeiro mandato, e quem depende do Legislativo tem até lá para refazer o mapa de interlocutores.

· Tech Lab

Atualizado em 29 de outubro de 2026: texto revisto e ampliado, com a regra da Câmara para projetos em tramitação na virada da legislatura. Em 28 de outubro, foram corrigidas as informações sobre o turno em que o Congresso foi eleito (o primeiro, em 4 de outubro) e sobre a renovação do Senado.

A renovação da Câmara em 2026 ficou em 35,7%: dos 513 deputados federais eleitos em 4 de outubro, 183 vão exercer o primeiro mandato, segundo a Agência Brasil, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmados pela Câmara dos Deputados. No Senado Federal, 40 das 54 cadeiras em disputa ficarão com novos senadores. Os eleitos para as duas Casas, definidos no primeiro turno, tomam posse em 1º de fevereiro de 2027.

O segundo turno, em 25 de outubro, encerrou as eleições de 2026 e tratou só de cargos do Executivo.

Renovação da Câmara: quem chega e quem fica

Além dos 183 deputados de primeiro mandato, a Câmara terá 301 reeleitos e 29 ex-deputados que exerceram mandato em legislaturas anteriores e estão fora da atual. A parcela de estreantes caiu em relação a 2022, quando passou de 39%.

Senado troca 40 das 54 vagas em disputa

A eleição deste ano preencheu 54 das 81 cadeiras do Senado, dois terços da Casa. Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram, segundo a Agência Senado. As outras 40 vagas ficarão com novos senadores, uma renovação de 74% entre as cadeiras disputadas.

Na conta das 81 cadeiras, os 40 novos eleitos são pouco menos da metade. Mas o plenário terá mais rostos novos do que as urnas indicam: senadores com mandato até 2031 que se elegeram governadores vão ceder a vaga aos suplentes. A Agência Senado registra três casos.

O calendário da nova legislatura até as Mesas

A Justiça Eleitoral tem até 18 de dezembro para diplomar os eleitos. Em janeiro, as novas datas de posse fixadas pela Emenda Constitucional 111/2021 valem pela primeira vez: o presidente da República toma posse em 5 de janeiro e os governadores no dia 6, e não mais em 1º de janeiro.

Deputados e senadores assumem em 1º de fevereiro de 2027, primeiro dia da 58ª legislatura, que vai até 31 de janeiro de 2031. A partir desse dia, como determina o artigo 57 da Constituição, cada Casa faz as sessões preparatórias para dar posse aos eleitos e escolher sua Mesa, com mandato de dois anos.

As comissões permanentes vêm depois, sem data fixa. No início da legislatura atual, a maior parte das 30 comissões permanentes da Câmara elegeu seus presidentes em meados de março de 2023, cerca de seis semanas após a posse.

O que muda para empresas e instituições

Na leitura da Tech Lab, uma renovação menor que a de 2022 ainda significa 183 gabinetes novos na Câmara e 40 no Senado, além dos suplentes que assumem, muitos com equipes ainda em formação e que vão precisar conhecer os temas de cada setor. A pauta atravessa a virada. Pela Resolução 33/2022 da Câmara, que nesse ponto vale desde fevereiro de 2023, projetos de lei e propostas de emenda à Constituição em tramitação na Casa não são mais arquivados ao fim da legislatura, salvo os que já tramitaram por três legislaturas completas. O projeto segue. Quem o relata e quem preside a comissão podem mudar.

A Tech Lab recomenda quatro passos antes de fevereiro:

  • Refazer o mapa de interlocutores por estado e por tema, cruzando a lista de eleitos com os projetos que interessam à organização.
  • Separar os projetos cujo relator não volta e preparar um material curto para quem herdar o tema.
  • Procurar os novos gabinetes antes da posse, enquanto as equipes ainda estão sendo montadas.
  • Acompanhar a eleição das Mesas e a divisão das comissões, que definem quem conduz a pauta no primeiro ano. Na Câmara, o mandato de presidente de comissão é de um ano.

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